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Um conto de Ruth Salles
Era uma vez uma Grande Luz, que guardava com ela uma porção de estrelas.
E as estrelas ficavam sempre atrás da Grande Luz muito bem guardadas.
Mas um dia a Grande Luz pensou:
– Por que estou guardando tantas estrelas atrás de mim?
Quero vê-las na minha frente, por toda parte.
Então, a Grande Luz abanou as estrelas para fora,
soprou com muita força
e espalhou as estrelas pelo céu afora,
e elas soltaram faíscas e piscaram de alegria.
Oh! Que lindo ficou o céu todo estrelado!
A Grande Luz, porém, achou que o céu ficou muito quente do fogo das estrelas;
e soprou umas bolas mais frias chamadas planetas,
para que girassem em volta das estrelas.
Em volta de uma estrela chamada Sol giravam vários planetas,
inclusive o planeta Terra,
do qual a Grande Luz gostava muito.
A Terra recebia calor do Sol,
mas se refrescava com uma bolinha fria que a Grande Luz lançou no céu
e que clareava a noite com sua luz prateada. Era a Lua.
Em volta do céu estrelado,
voavam umas estrelas pequeninas cheias de asas chamadas anjos.
Os anjos cuidavam de tudo, conforme o que a Grande Luz pedia.
Na Terra, a Grande Luz criou a água dos mares e dos rios,
as montanhas, as praias, as cidades,
as plantas e os animais grandes e pequenos que andavam pelo chão.
Também criou as aves para voarem pelo céu, inclusive os passarinhos cantores.
Se bem que algumas aves não gostavam de voar, como a galinha, o avestruz.
E a Grande Luz criou também os peixes brilhantes para morarem dentro das águas.
Foi aí que a Grande Luz resolveu criar o homem, a mulher e as crianças.
E o homem conseguiu falar bem claro e foi dando nome a tudo que existia:
flor, cavalo, janela, cachorro, gato,
e o homem deu à Grande Luz o nome de Deus.
Mas havia uns homens que só sabiam atrapalhar todo o trabalho da Grande Luz.
Não faziam coisas boas e às vezes eram bem malvados.
Então a Grande Luz disse: “Vou mandar à Terra meu filhinho.
Ele vai saber ensinar o Amor para todo mundo, e ensinar a fazer coisas boas.
Vou fazer meu filhinho da luz de uma estrela,
mas ele vai nascer na Terra no corpo de um menininho chamado Jesus.”
E o menininho nasceu de noite, na cidade de Belém, numa gruta de pedra,
que era a casa onde moravam o boi e o burro, chamada estábulo.
O pai e a mãe do Menino-Estrela Jesus deitaram a criancinha numa manjedoura,
que é um lugar cheio de feno que os bichos gostam de comer.
As estrelinhas-anjos voaram até os pobres pastores no campo,
que cuidavam das ovelhinhas,
e avisaram que Jesus, o Menino-Estrela do Amor havia nascido.
Os pastores correram para conhecê-lo,
e cada um levou um presente das coisas que eles mesmos tinham.
Um deu seu cajado de pastor,
outro deu a pele de lã de uma ovelhinha,
outro deu um pão bem macio,
e outro deu sua flautinha de pastor.
Além dos pastores, com seus presentes pobrezinhos,
vieram de longe ver o Menino Jesus
três reis magos, muito ricos, montados em seus camelos,
e puseram cofres com seus presentes ricos ao lado dos presentes pobres.
Junto à manjedoura se ajoelharam os três ricos reis e os pobres pastores,
rezando juntos para agradecer à Grande Luz pela chegada do Menino Jesus.
O boi e o burro também chegaram bem perto da manjedoura
e sopraram seu bafo quentinho, para o Menino não sentir frio.
E, sobre esse estábulo, na cidade de Belém,
veio brilhar uma estrela, que foi a maior estrela, a mais linda de todas,
para mostrar onde estava o Menino Jesus.
E, na porta, os pastorzinhos menores, filhos dos pastores, cantaram:
“Pastorzinho, pastorzinho,
com seu cajado na mão,
pastoreia as ovelhinhas,
da flautinha tira o som.
Passa a noite devagar,
as estrelas a brilhar.
Pois de Deus, da Grande Luz,
veio o Menino-Estrela Jesus.”
Hoje festejamos o aniversário de Jesus no Natal, porque a palavra Natal quer dizer Nascimento, a assim sempre nos lembramos do nascimento do Menininho-Estrela que a Grande Luz mandou para a Terra.
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